O perfil do executivo de Finanças mais procurado pelas empresas

Por Lucas Papa, finance manager do PageGroup

Qual é a famosa “mosca branca” dos profissionais de Finanças? Essa é uma das perguntas mais frequentes que ouço dos principais executivos do mercado. E essa questão pode ser respondida de algumas formas, mas sempre gosto de fazer um paralelo com a transformação que as empresas sofreram nos últimos tempos.
Nos anos recentes, a área financeira das empresas passou por uma transformação muito grande, deixando de ser uma área de suporte para vestir a camisa de protagonista do negócio e estar muito mais próximo dos decision makers.

Essa transformação veio desde a implantação das normas internacionais contábeis (IFRS e US GAAP) até um olhar mais exigente dos investidores em otimização de processos e ganhos operacionais através de estratégias financeiras.

Junto com essa transformação nas companhias houve também uma mudança de mindset do mercado em termos de estruturas. Com a última crise, as empresas deixaram de ter áreas robustas com profissionais especialistas para investir em profissionais com um olhar mais generalista e menos hierarquizado.

Temos então dois fatores principais que afetaram diretamente o tipo de perfil que buscamos para a área financeira: 1) Aproximação da área financeira com o negócio; 2) Estruturas mais enxutas e otimizadas.

O resultado disso é simples, mas complexo de se encontrar. O que as empresas buscam hoje é um profissional financeiro que tenha a capacidade de suprir a exposição e o protagonismo que a área ganhou nos últimos anos. Alguém que consiga interagir com diferentes stakeholders envolvidos na operação e transite com naturalidade com seus pares, subordinados, chefes, áreas correlatas, investidores… Hoje o profissional de finanças é mais demandado pelo comportamental do que pela sua qualidade técnica (não que esse ponto seja deixado de lado).
O técnico é básico. O técnico mais o comportamental é a “mosca branca”.

 

As opiniões e conceitos emitidos no texto [acima] não refletem, necessariamente, o posicionamento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) a respeito do tema, sendo seu conteúdo de responsabilidade do autor.

 

2 Comentários

  • Luciano M. Figueira disse:

    Caro Lucas, sua percepção corrobora com temas que tenho debatido junto a um conjunto de empresários dedicados a construir vantagem competitiva, focando no Core e, consequentemente, no aprimoramento das competências de seu time de colaboradores .

  • Marcelo Anhesini Souza disse:

    Concordo plenamente com a conclusão sobre a mosca branca.

Deixe um comentário