A inovação aberta como motor da nova economia

O cenário econômico e social atual é marcado pela velocidade, pela transformação digital e pela digitalização do consumo. A inovação aberta surge como uma solução que promete revolucionar o modelo econômico e de negócios.

Com o intuito de apresentar soluções inovadoras para o ecossistema de finanças, o IBEF-SP, em parceria com a plataforma de inovação Distrito, realizou a live “Startup Week – Finanças e Gestão de Riscos” no dia 31 de maio, e que teve sequências nos dias 01 e 02 de junho com apresentações de startups.

Luciana Medeiros, presidente da Diretoria Executiva do IBEF-SP, ressaltou que essa iniciativa aborda a transformação digital e inovação em finanças, temas que recebem atenção do “Radar IBEF” e serão pautados ao longo do ano.

Um dos objetivos do IBEF-SP é contribuir de forma relevante para a eficiência empresarial, acrescentou Camila Abel, vice-presidente de RI e de Parcerias do Instituto, responsável por moderar o evento. Sendo assim, as soluções que serão apresentadas ao longo da semana na Startup Week buscam gerar valor e conhecimento para os negócios, empresas e público do Instituto.

Mudança de paradigma na nova economia – Primeiro palestrante da semana, Gustavo Araújo, cofundador e CEO do Distrito, destacou que o momento atual é de transformação. Se há até poucos anos o movimento natural em uma organização para a resolução de um problema seria contar apenas com seus recursos internos para desenvolver uma solução, atualmente, mais empresas recorrem ao conceito de “inovação aberta”, que envolve a colaboração com players externos.

Nos últimos 10 anos, o mercado está presenciando o surgimento de “um novo modelo econômico, um novo tipo de negócio que começa a ser mais valorizado e a dar mais certo”, acrescentou Gustavo, ao ressaltar como a tecnologia está gerando novos agentes econômicos com valor de mercado muitas vezes superior ao de players tradicionais e já com forte consolidação. “Por que existe hoje o Nubank que vale R$ 140 bilhões e o Banco do Brasil que vale R$ 100 bilhões? O que está acontecendo no mercado?”, indagou.

Impactos da revolução tecnológica – Gustavo explicou que a inovação aberta nasceu com a terceira revolução industrial dos anos 90 que trouxe as tecnologias do computador e da internet. O surgimento de inovações no século XXI – Inteligência artificial, armazenamento de energia, robótica, sequenciamento genômico e a tecnologia de blockchain – causaram um impacto na atividade econômica muito superior que o automóvel e a eletricidade no início do século XX.

Enquanto empresas tradicionais sofrem com os efeitos da pandemia, o CEO do Distrito apontou que companhias em transformação ou aquelas nativas de tecnologia estão tendo resultados excelentes. Gustavo destacou o exemplo da Tesla, que vale atualmente 10 vezes o seu valor pré-pandêmico. Ele também observou que o ranking das empresas mais valiosas do mundo, no mercado de capitais, tem sofrido alterações nos últimos 10 anos. Atualmente, no topo do ranking estão empresas de tecnologia, seja  na América Latina, nos Estados Unidos ou na China.

Diferencial da inovação aberta – Gustavo destacou que o modelo baseado em venda e “margem” está sendo substituído pelo “Life Time Value”. Nesse modelo se considera mais importante vender muitos anos para o mesmo cliente com uma baixa margem de lucro, ao invés de vender poucas vezes com uma grande margem como no caso do modelo antigo. Isso explica porque empresas como Nubank tem um valor de mercado maior que outros bancos tradicionais. “Elas utilizam a inovação aberta para criar ecossistemas de valor em torno do core business”, acrescentou.

Para a criação desse ecossistema em torno do cliente e das suas necessidades, a empresa pode realizar parcerias com uma startup ou diversas startups, onde cada uma oferece parte da solução que a empresa busca sem a necessidade de desenvolver isso internamente. A soma dos recursos internos da empresa com a inovação aberta – que pode ser encontrada em aceleradoras, incubadoras, startups, etc. – gera “um aumento exponencial da capacidade de transformação”.

O CEO destacou que a busca por essa solução externa pode ser realizada através da contratação de uma startup, mas também pelo seu investimento ou aquisição, “isso é inovação aberta”. Relatou que grandes empresas estão investindo nesse novo modelo. Esse é o caso, por exemplo, “da Magazine Luiza que comprou 12 startups ano passado e da Via Varejo que anunciou um fundo de R$ 200 milhões para investir em startups”.

Impacto no mercado de capitais – O Brasil experimentou em 2020, com a pandemia de covid-19, um fenômeno que retrata o avanço de “10 anos em 10 semanas”, com a aceleração da transformação digital e o “extremo avanço da digitalização do consumidor e do seu hábito de compra”. Isto é, dados mostram que a participação do e-commerce cresceu de 5,2% de 2009 a março de 2020, enquanto que esse crescimento foi de 5,4% no período de março a maio de 2020.

O crescimento de plataformas de e-commerce e de delivery – reflexo da digitalização no B2B e B2C – induziu inclusive a possibilidade de abertura de capital para as empresas de base tecnológica. “A própria B3 teve de se reinventar”, ressaltou, pois são essas as empresas que estão ganhando cotas de mercado, gerando emprego, atraindo investimentos e sendo a luz no fim do túnel para a retomada da economia.

O crescimento das empresas de base tecnológica tem ajudado os fundos de investimento locais a superarem a performance de outros fundos de investimento globais considerados como referência. Esses resultados têm atraído grandes investidores como Sequoia e Andreessen Horowitz para a América Latina. No cenário nacional, grandes investidores – que tradicionalmente alocam capital em agricultura e imóveis – estão planejando “mais que dobrar os seus investimentos em venture capital guiados primariamente pelo desejo de obter maiores retornos em cenário de juros baixos”.

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