Especialista em LinkedIn aborda vantagens e melhor uso da plataforma em LAB IBEF Jovem

Em um momento em que muitos profissionais estão em transição de carreira, o IBEF-SP promoveu o LAB IBEF Jovem, no dia 30 de setembro, com Carolina Dostal, especialista em LinkedIn, para falar sobre como essa ferramenta pode ajudar a dar maior visibilidade, principalmente diante do atual cenário. Carolina é administradora de empresas e fez pós-graduação em marketing, com uma carreira estruturada em empresas de tecnologia, destacando como chegou a ser especialista em LinkedIn. “Eu trabalhava em tecnologia, meu pai tinha uma empresa de automação industrial e em uma de suas viagens, ele passou por dificuldades de saúde e faleceu”. 

Assim, Carolina assumiu a empresa. “Eu não era engenheira, e seria melhor ter essa formação para tocar a empresa. Acabei me aconselhando para tocar o negócio, e após alguns anos, eu vi que não aguentaria mais ficar em um lugar que não tinha sido programado por mim e não me trazia satisfação pessoal”. Em uma conversa com uma amiga, Carolina foi aconselhada a aprimorar seu perfil no LinkedIn para buscar emprego. “Nesse momento eu vi que muita gente não usava LinkedIn no Brasil”. O segredo, segundo ela, foi usar palavras-chave e imagens. “Em menos de 4 semanas, fui contratada por uma startup francesa. Fui chamada, fiz a entrevista, e passei a atuar como country manager da empresa no Brasil”. Uma das ferramenta que a startup utilizava para prospectar cliente era o LinkedIn. 

Depois, Carolina ainda teve a experiência de remodelar o perfil do LinkedIn de seu marido, que gostaria de fazer uma transição de carreira. “Ele não acreditava muito que o LinkedIn poderia ajudar, mas depois de remodelar seu perfil, ele foi chamado para entrevista em mais de uma empresa. Depois disso, as pessoas começaram a me procurar e pedir ajuda com o LinkedIn. Elas começaram a ver minha presença na rede, pois eu marcava reuniões com diretores de empresas e tomadores de decisão usando a plataforma, e isso chamou atenção”.

LinkedIn – Ela explicou como a plataforma funciona, tendo sido criada em 2002 por Reid Hoffman, que veio do mercado financeiro. “A ideia dele era conectar pessoas. O segredo das redes sociais são as conexões, o relacionamento”. Em maio de 2003, o LinkedIn foi lançado oficialmente e, assim como toda as redes sociais, ele começou com poucos usuários, ganhando aderência, com crescimento exponencial. “Hoje há 706 milhões de usuários no mundo e 45 milhões no Brasil, 4º país em número de usuários. Isso significa que o Brasil é um mercado gigantesco para o LinkedIn, e não é à toa que o país é escolhido para fazer experimentos em lançamentos de novos produtos e serviços”, disse Carolina. 

Além disso, o LinkedIn foi apontado em estudo da Business Insider como a rede social mais confiável para os usuários buscarem informações. Carolina ressaltou que o LinkedIn é a única rede social voltada aos consumidores, mas que monetiza em B2B, ou seja, não ganha dinheiro apena com publicidade, mas sim através das empresas com ferramenta de recrutamento e seleção que são vendidas. “A ferramenta de recrutamento do LinkedIn fornece aos RHs das empresas celeridade para buscar candidatos”, disse. O LinkedIn tem ainda uma área de marketing e uma área de soluções de vendas, que ajudam profissionais a encontrarem a maneira certa de prospectar, além do LinkedIn Learning, utilizado para fazer onboarding de funcionários e educar colaboradores das empresas “O LinkedIn é uma rede mais sustentável”, destacou Carolina. 

Marca pessoal –  “Você é sua marca pessoal. A nossa colocação profissional acontece, muitas vezes, de forma muito sutil”, disse Carolina, ressaltando que alguns itens, como URL personalizada e a foto de perfil, são extremamente importantes no LinkedIn, pois são a primeiras coisas vistas. “O LinkedIn funciona com conexão de primeiro, segundo e terceiro grau, o que é exponencial. As coisas acontecem de forma inesperada. Às vezes a gente acha que vai se aplicar para uma vaga e alguém vai nos chamar, mas 75% de vagas nas empresas são inexistentes no LinkedIn. Isso ressalta a importância de se criar uma presença digital”.  

Ela disse ainda que o resumo profissional também é importante, apesar de não ser tão fácil. “Pense nas seguintes perguntas ao montar seu resumo: quem é você, o que você faz e como você pode ajudar. Escrever em primeira pessoa é super recomendável, mas se não for possível, tudo bem, se você pensa em bullets, escreva em bullets, se você escreve textos, escreva, o importante é ser autêntico”, disse Carolina.

Aumentar visibilidade – Segundo a especialista, o LinkedIn é importante em quatro pilares: social selling index, uma métrica que mostra como o usuário está se comportando na plataforma; localizar pessoas certas; interagir e oferecer insights; e cultivar relacionamento. “Para você estabelecer sua marca, é preciso preencher todos os campos do LinkedIn. Quanto mais você preenche, maior é seu índice de estabelecimento da marca profissional. O segundo pilar, de localizar pessoas certas, diz respeito aos filtros de busca. Sobre interagir oferecendo insights, o profissional pode publicar, se posicionar a temas atuais, temas do setor em que atua, etc. Para cultivar relacionamentos, a importância está nas conexões e interações. Curtir, comentar, compartilhar e trocar mensagem. Esses quatro pilares são amarrados”, pontuou.

Carolina reforçou que o LinkedIn não é uma rede somente para emprego, mas também para conteúdo. “O LinkedIn criou as enquetes e as lives, fechadas para quem tem concessão, além dos stories, que podem ser utilizados para temas mais efêmeros ou de bastidores dos negócios. “A quantidade de publicações também depende do objetivo de cada um na rede”, explicou. “As hashtags também são importantes para localizar temas e perfis”, complementou. 

Busca por emprego – Segundo Carolina, o LinkedIn é uma ferramenta para vender serviços. “Se estamos buscando emprego, mais do que se aplicar a vagas, a gente precisa entender quem é nosso grupo, aparecer para os recrutadores, para os pares, para os diretores, para o C-Level, e para quem tem poder de contratação. Precisamos trabalhar com palavras-chave, pois essas pessoas muito provavelmente vão utilizar mecanismos de busca com palavras-chave específicas”. Ela indicou ainda sempre colocar um título pensando no próximo passo, no futuro da carreira.

Além disso, se houver um foco específico em uma empresa, é preciso seguir e interagir com a empresa, segundo Carolina. “Conhecer seu público e posicionar sua marca é algo muito importante. Isso fará você ganhar presença digital e atingir seus resultados”, complementou.

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