Fabricia Saccab, da BRF, é a vencedora do 16º Prêmio Revelação em Finanças

Na última segunda-feira ocorreu o almoço de premiação da 16ª edição do Prêmio Revelação em Finanças, realizado pelo IBEF-SP em parceria com a KPMG e que reuniu cerca de 160 pessoas para prestigiar o vencedor do prêmio que tem como objetivo revelar jovens talentos na área de finanças por projetos executados em suas empresas. Foram três finalistas candidatos ao prêmio, e a vencedora deste ano foi Fabricia Saccab, coordenadora de Tesouraria da BRF, que foi prestigiada pelo trabalho “FIDC – Solução de R$ 875 milhões para redução da alavancagem”. A cerimônia de premiação ocorreu no hotel Hilton Morumbi.

“O projeto tinha sido inovador dentro da companhia e combinava com requisitos de avaliação do prêmio, então vi que fazia sentido participar”, declarou Fabricia, que contou um pouco sobre a elaboração do trabalho feito na BRF junto a um time multifuncional. “Meu papel foi liderar a estruturação do FIDC, fazer avaliação dos dados, da documentação e mostrar o produto para as áreas da empresa, além de fazer a condução com bancos. Todo o processo durou seis meses”. Ela disse ainda que incentiva outros executivos a participarem da premiação por conta de todo aprendizado que agrega. “O Prêmio coloca a área de finanças como protagonista, nos incentiva a sermos líderes nesses processos e a sempre trazer novas soluções para as companhias, e isso sempre agrega muito”.

Fabio Mariano, diretor financeiro da BRF, recebeu placa de incentivo a jovens executivos por ter disponibilizado ao seu time a possibilidade de participar do Prêmio. “Queria deixar registrado o quanto conseguimos perceber na companhia o movimento de várias mentes. Não tínhamos a tradição de participar da premiação, embora tivéssemos tantas iniciativas elegíveis, e através da Fabricia, que será inspiração, temos a chance de protocolar uma série de projetos que têm aplicabilidade”, destacou. “Queremos que a participação no Prêmio Revelação em Finanças do IBEF-SP se torne uma tradição”.

A vencedora foi contemplada com R$ 15 mil em dinheiro, uma bolsa para o curso em São Paulo do MBA Executivo em Finanças Saint Paul/ New York Institute of Finance, certificado ¨Revelação em Finanças¨; cortesia para o 36° Encontro Socioesportivo, com direito a acompanhante; e associação gratuita ao IBEF SP por um ano (para já associados, isenção por 18 meses), entre outros. Fabricia e os demais finalistas — Dagloberto Antunes e Marina Brandão, da Claro; e Paulo Henrique Souza, da SAP — receberam bolsas para o programa Risk Management University da KPMG.

A vice-reitora Saint Paul, Bruna Losada, ressaltou parceria de longa data da escola de negócios com IBEF-SP e o Prêmio e parabenizou os finalistas. “É uma grande conquista”. Ela falou sobre inovação e sua importância nos trabalhos selecionados. “Isso tem relação com DNA da Saint Paul”.

Recorde de trabalhos inscritos — O presidente da KPMG Charles Krieck destacou os 16 anos que atua junto ao IBEF-SP no apoio ao Prêmio revelação em Finanças, e destacou que esta edição contou com um recorde de 63 trabalhos inscritos. “Isso dá uma responsabilidade maior para a banca examinadora, e queria começar agradecendo trabalho dessa banca e dos candidatos, pois competir tantos trabalhos de excelente qualidade faz com que os três semifinalistas mereçam nosso prestígio”, disse. Ele ainda agradeceu a Claro, BRF e SAP por proporcionar essa oportunidade aos seus profissionais. “Os CFOs dessas empresas têm valor fundamental”.

O coordenador do Prêmio, Luis Carlos Cerresi, agradeceu a todos que apoiam essa jornada há 16 anos. “A preocupação do IBEF-SP é a pessoa do CFO. Isso começa com o Prêmio Revelação em Finanças, e muitas pessoas que venceram no passado fazem parte da nossa comunidade, diretoria e grupos”. Ele reiterou o trabalho da banca, formada por 40 pessoas, que além de avaliar os trabalhos, contribuiu trazendo ideias e movimentando pessoas.

Menção honrosa — Foram convidados ao palco para uma menção honrosa pessoas que fizeram parte da organização do Prêmio: Charles Krieck, da KPMG; Serafim Abreu, presidente do IBEF-SP; José Claudio Securato, da Saint Paul Escola de Negócios e Regina Valladares, representando o Estadão, ambos apoiadores do evento; José Roberto Securato Junior, que ajudou com apoio à coordenação do Prêmio; Mário Mafra, que ajudou nas mentorias e coordenou a avaliação do Prêmio; dois ex-ganhadores do Prêmio, José Vinicius Alves e Alberto Faria, que chegaram ao IBEF-SP pelo premiação; Rosa Maria Costa, representando o staff do IBEF-SP na organização do evento; e o secretário-geral do Instituto, Marcelo Pires. Também foram prestigiados os semifinalistas do Prêmio, Dagloberto Antunes e Marina Brandao, da Claro; e Paulo Henrique Arantes de Souza, da SAP.

Tecnologia e o impacto nas empresas — O evento contou ainda com uma apresentação do presidente da IBM Brasil, Tonny Martins, sobre O Papel de Finanças na Era da Transformação Digital. O vice-presidente de relações institucionais do IBEF-SP, Luis Roberto Callado, destacou que um dos princípios do Prêmio é a palestra inicial, com abordagem de temas importantes.

Tonny Martins iniciou a palestra compartilhando sua experiência à frente de uma empresa de tecnologia. “Tive oportunidade de confirmar em todos os casos bem-sucedidos com maiores desafios que os itens-chave para essa transformação foram pessoas de liderança”, disse. Ele ressaltou a importância de utilizar a tecnologia para montar roteiro de negócios, produtos e serviços e se diferenciar perante o mercado, mudando a forma de operação com mais eficiência. “Temos visto novos arranjos de negócios que transcendem a indústria que você opera, e o setor financeiro das empresas não será poupado pelas nuances decorrentes de tecnologias disruptivas”.

Tonny falou ainda sobre a evolução tecnológica. “Cada vez mais estamos expostos ao mundo digital. Metodologias ágeis, tecnologia e iniciativas são fundamentais, mas precisam estar conectadas a uma estratégia empresarial, pois empresas que vão fazer diferenças usam essas tecnologias para operar e se relacionar com colaboradores, clientes e parceiros”.

Por fim, ele falou sobre a grande mudança no perfil da liderança e na forma de operar das empresas. “Essa é a principal razão do Prêmio Revelação em Finanças: promover uma mudança gerencial da tradicional para o modelo cognitivo. Inovação exige um estilo de liderança totalmente diferente. O trabalho dos executivos financeiros é de desafiar esse status quo, e esse evento fala de talento e projetos que vão impactar as empresas e a forma delas operarem, fazendo com que a gente tenha um mercado corporativo empresarial mais competitivo, com uma liderança genuína, mais presente e conectada”, complementou Tonny Martins.

 

 

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