IBEF SP na Imprensa: Valor Econômico repercute índice iCFO

Pesquisa: Pessimismo de diretores financeiros cai com equipe de Temer

01/08/2016 – Valor Econômico

SÃO PAULO – O pessimismo em relação às perspectivas macroeconômicas melhorou entre os diretores financeiros (CFOs) no segundo trimestre, com a entrada da nova equipe econômica do governo interino de Michel Temer. É o que mostra o índice ICFO elaborado pela Saint Paul Escola de Negócios e Ibef-SP.

Na comparação com o primeiro trimestre, o indicador referente às perspectivas para os próximos 12 meses subiu de 43,8 pontos para 75,3 pontos em uma escala que vai de 20 a 180 pontos e na qual o valor 100 representa a neutralidade na confiança dos CFOs.

Para José Cláudio Securato, presidente da Saint Paul Escola de Negócios e Ibef-SP, os números refletem um humor mais favorável à nova equipe do governo, uma vez que captam os dois primeiros meses da gestão Temer. “Há uma mudança em relação à expectativa na economia que, de forma direta, está ligada à nova equipe econômica composta pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn,  e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O mercado acredita nas decisões da equipe e os indicadores refletem essa melhora”, afirma Securato em nota.

A expectativa média dos CFOs no segundo trimestre, em relação aos próximos 12 meses, melhorou para a inflação (de 8,9% para 8,2%), câmbio (de R$ 4,40 para R$ 3,60), Selic (13,7% para 13,3%) e PIB (queda de 3% para 2,3% neste ano).

Emprego e investimento

A pesquisa com 105 CFOs também aponta melhora na expectativa de reduzir a mão de obra terceirizada. Embora 38% dos diretores ainda tenham a perspectiva de encolher o quadro com terceirizados, essa fatia é menor do que os 48% que tinham essa intenção no primeiro trimestre.

Quando questionados sobre o destino dos investimentos, 24,4% dos CFOs dizem estar direcionado para TI; 17%, ampliação da capacidade instalada; e 16,2%, outros. Em relação às fontes de financiamentos dos investimentos, as principais opções indicadas foram recursos em caixa e o uso de capital próprio (os itens somaram 62,4% das respostas), sendo um importante sinalizador de conservadorismo nas decisões de estrutura de financiamento.

Do total de 105 CFOs que participaram da pesquisa, 76% são homens e 67% atuam em empresas brasileiras.

Fonte: Valor Econômico

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