Semifinalistas do 16º Prêmio Revelação em Finanças apresentam defesa oral de seus trabalhos

Na última segunda-feira (7), os semifinalistas da 16ª edição do Prêmio Revelação em Finanças apresentaram seus trabalhos para uma banca composta por 40 membros, além de convidados que puderam prestigiar os projetos elaborados por executivos de diferentes empresas. Estiveram presentes os membros da Diretoria Executiva do IBEF-SP e da Diretoria da KPMG, que patrocina o Prêmio desde a primeira edição.

Na abertura do evento, Luiz Calado, chairman do Prêmio, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a preparação da banca para selecionar os três trabalhos finais dentre 54 aceitos. Em seguida, Luiz Cerresi, coordenador da Banca Examinadora do Prêmio, ressaltou a importância da participação dos CFOs na banca. “Nada disso seria possível sem a parceria da KPMG, que além de patrocinadora, nos apoia neste evento. Renovamos dois terços da banca este ano, e tivemos três fases de avaliação. Os três semifinalistas chegaram à defesa oral de hoje”, explicou.

Charles Krieck, presidente da KPMG, reforçou os 16 anos de parceria com o IBEF-SP e agradeceu a iniciativa. “Revelação está no nossos DNA. A gente investe nas pessoas. Tivemos oportunidade de ajudar na carreira de muitas”. O diretor-presidente do IBEF-SP, Serafim Abreu, também agradeceu ao patrocinador e aos finalistas. “Ler os trabalhos e tomar a decisão coerente é muito importante. Vocês já são vitoriosos”.

Antes do início das apresentações, Luis Schiriak, presidente do Conselho de Administração do IBEF-SP, acrescentou que o Prêmio mudou seu escopo e hoje trata de temas que impactam o dia a dia do financeiro e das empresas. Além da importância do Prêmio, temos a contribuição dos trabalhos e a motivação de continuar pelo impacto que isso gera nas companhias e em seus resultados”.

“A Energia da Claro” — A primeira exposição foi feita pelo analista de planejamento energético, Dagloberto Antunes e pela coordenadora de planejamento Energético, Marina Brandão, da Claro, com o trabalho “A Energia da Claro”, que consistiu em encontrar uma solução para a pressão para reduzir custos com energia diante de um cenário de recessão do Brasil. “Precisávamos ter previsibilidade no orçamento, nos blindar de aumentos excessivos e inesperados. O caminho escolhido foi estruturar uma equipe própria dentro da área financeira, centralizada gestão das furnas, capacitar equipe, e traçar o diagnóstico do perfil de consumo da Claro”, explicou Marina Brandão. Ela destacou as inovações conquistadas, que fizeram com que a Claro capturasse uma economia de 30% em relação ao mercado, tornando o preço de energia mais competitivo. “Também houve desenvolvimento de arcabouço jurídico, relacionamento com distribuidoras, e hoje temos 21 usinas em operação para a Claro”. Isso fez com que a companhia conseguisse ter previsibilidade do orçamento e reduzir custos.

“FIDC – Solução de R$ 875 milhões para redução da alavancagem” — A apresentação foi feita por Fabricia Saccab, coordenadora de Tesouraria da BRF. Segundo ela, entre 2016 e 2017 a empresa resultado líquidos negativos pela primeira vez, e com a economia em deterioração, foi necessário traçar um plano de ação para reduzir a alavancagem da companhia, que havia subido para patamares altos. “Foi quando a Tesouraria teve participação para o desenvolvimento desse projeto, e foi apresentado o FIDC. A solução contribuiu com aproximadamente R$ 1 bilhão dentro da iniciativa”, disse. Ela levou ainda a estrutura do fundo, e explicou ainda os riscos e benefícios, modelo de perdas e variabilidade. “Após estruturar o FIDC, foi feito um roadshow com os investidores. O produto estava estruturado, e tínhamos que organizar a venda dele”, explicou. Resultados: redução da alavancagem foi de 0,6 vezes, houve aumento do caixa e diminuição da dívida líquida da empresa. “Tivemos novo acesso de recursos, abrindo portas no mercado de capitais brasileiro, além de termos automatizado processos e sistemas”.

“Governança de processo e substituição de nota fiscal para economia na perda de impostos” — Por fim, Paulo Henrique Souza, controller das linhas de negócios de Cloud e Manutenção da SAP, apresentou o trabalho “Governança de processo e substituição de nota fiscal para economia na perda de impostos”, mostrando ações realizadas na empresa entre 2017 e 2018 para ajudar a maximizar e otimizar resultado financeiros, tendo com base que as regras contábeis fossem garantidas. “O risco na operação de impostos era uma grande problemática. Por isso, observamos o gerador de imposto”. Ele contou que a equipe migrou para a Argentina e um dos grandes desafios foi explicar as regras tributárias do Brasil para o time local. “Nos resultados operacionais, tivemos redução de tíquetes de solicitação de cancelamento, o que gera melhor faturamento”. Ele destacou a importância de tratar de impostos em um momento em que a agenda tributária está sendo debatida no país. “Qualquer empresa que tenha emissão de nota fiscal pode remodelar sua estrutura. E o papel de finanças é de atuar como agente dessa transformação”, ressaltou.

Prêmios — O Prêmio será entregue no dia 4 de novembro, e o vencedor receberá R$ 15 mil em dinheiro, uma bolsa para o curso em São Paulo do MBA Executivo em Finanças Saint Paul/ New York Institute of Finance, certificado ¨Revelação em Finanças¨; cortesia para o 36° Encontro Socioesportivo, com direito a acompanhante; e associação gratuita ao IBEF SP por um ano (para já associados, isenção por 18 meses), entre outros. Os três finalistas já receberão bolsas para o programa Risk Management University da KPMG.

 

(Reportagem: Bruna Chieco)

 

 

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