Primeiro evento da certificação do CFO tratou de inovação e dados

Após um ano implantando o programa de certificação CFO (BR)®, o IBEF-SP realizou seu primeiro evento de educação continuada para prestigiar o trabalho e compartilhar com os executivos da área de finanças a importância de obter o certificado, oferecendo ainda conteúdo aos CFOs sobre transformação digital. “Certificação é um sonho antigo, e agradecemos a todos os envolvidos que ajudaram a construir esse caminho”, disse Luiz Roberto Calado, CFO da Magrass e vice-presidente de Relações Institucionais do IBEF-SP, durante a abertura do evento. No total, o IBEF-SP certificou 101 CFOs no primeiro ano da certificação.

Comitês – O processo de certificação é apoiado por quatro comitês: Análise de Candidaturas da Certificação; Parcerias Estratégicas da Certificação; Divulgação da Certificação; e Programa de Educação Continuada. Sérgio Diniz, membro do Comitê de Análise de Candidaturas, destaca que seu papel é avaliar o perfil do candidato, a experiência profissional, e não restando nenhuma dúvida, é feita uma entrevista. “Nosso trabalho é de validar e garantir que o candidato tem experiência”, explicou durante o evento.

Já o Comitê de Parcerias busca abranger instituições para contribuir e ampliar a certificação. “O comitê entra em contato com outros que tenham representatividade para que novas pessoas possam aderir a essa certificação. Buscamos empresas e CFOs para serem valorizados”, disse o membro do comitê, Claudio Gomes.

O Comitê de Divulgação tem como primeira iniciativa debater a marca, explica Marcelle Komukai, sócia da KPMG. “Esse evento foi uma das primeiras iniciativas, de fazer networking para que o candidato possa ser certificado, e se cada um fizer essa divulgação, trará muito mais credibilidade. Apoiamos essa certificação e a manutenção do certificado”, declarou-a.

Por fim, José Beraldo destacou o trabalho do Comitê de Educação Continuada. “Desde o início, discutimos as características e necessidades de educação continuada para o CFO. O IBEF-SP é conhecido pela educação nas habilidades técnicas, e isso tem que continuar com força, e agregar outras habilidades a serem desenvolvidas. Para isso, criamos uma curadoria que vai auxiliar esse comitê. Podemos trabalhar juntos e ser um exemplo para o mercado de trabalho”, complementou.

O projeto é operacionalizado por Felippe Cippiciani e Isabella Migliorini, que ajudam na organização das reuniões dos comitês e no acompanhamento das decisões.

Dinâmica – O formato do evento de certificação foi inspirado no IBEF Global, onde os participantes se reúnem em mesas para discutir temas apresentados, visando assim estimular a troca de experiência e networking entre os CFOs. O líder do IBEF Global, Pierluigi Scarcella, conduziu a dinâmica ao lado de Marcelo Lira, sócio da KPMG, que fez uma apresentação sobre o valor dos dados para a inovação e transformação digital. “O setor financeiro viabiliza a maioria das inovações e um dos insumos são dados íntegros, com qualidade dentro de casa. Sem esses dados, fica difícil inovar”, disse Lira. A partir desse tema, os CFOs se dividiram em seis mesas para discutir durante 20 minutos sobre as seguintes reflexões:

  • Como tem sido a utilização de dados nas empresas para fomentar uma discussão sobre inovação dos produtos/serviços?
  • Como a qualidade dos dados vem se tornando algo essencial nas empresas?
  • Como monetizar e assegurar o valor dos dados?
  • De que forma é possível equacionar financeiramente uma inovação?

Ao final do debate, os principais insights levantados pelos participantes foram levados à Marcelo Lira, entre eles a preocupação com o aumento exponencial da quantidade de dados nos últimos anos, o papel da área financeira nesse mundo, como separar essa quantidade de informação, o papel da inovação, e quanto as empresas estão investindo nisso.

Para Lira, o aumento de informação está cada vez cada vez mais rápido, e a área financeira deve se renovar. “Antigamente, era nítido que o papel do executivo financeiro era de fornecer um budget para área de TI fazer inovação, e hoje em dia a empresa tem que estar sempre atualizando plataformas. O financeiro tem que trabalhar junto para fornecer mais serviço”, disse.

Lira destacou que a inovação é um exercício da empresa como um todo para disponibilizar dados em novos formatos, e a funcionalidade principal é trazer uma receita maior. “Se não tiver dados corretos, aquele grupo de pessoas focado na inovação não vai conseguir colocar novas análises para gerar novos produtos”, ressaltou. Ele disse ainda que no Brasil, em 2018, foram investidos R$ 15 bilhões na gestão de dados, incluindo plataformas e processos de controle. “O grande ponto que vale mais que esse volume é o quanto essa informação pode gerar de receita”, complementou.

Certificações – Ao final do evento, foram entregues alguns certificados para os seguintes CFOs presentes: Andreia Negrão, Julio César Damião, Keyler Rocha, Rosangela Sutil e Luiz Roberto Calado. Profissionais certificados também puderam dar um depoimento sobre a importância desse processo:

“Ao saber da certificação do IBEF-SP, me cadastrei e me surpreendi com os benefícios que o programa gera. Sou do IBEF-MG e incentivo levar essa certificação para lá. A grande mudança que estamos enxergando é que hoje a educação muda muito e o certificado é o que tem de maior qualidade em termos de atualização, interação entre CFOs e troca de informações. Esse é o grande benefício da certificação do CFO”, disse Julio César Damião, CFO da Prime Holding.

“Estive fora do Brasil nos últimos quatro anos e meio, atuei como CFO na Inglaterra, Itália e Irlanda, e quando voltei me associei ao IBEF-SP, e estou muito impressionada com o trabalho que o Instituto tem feito. O certificado é gratificante, mas o mundo muda todos os dias, e a informação corre rápido globalmente. O fato de estarmos atentos a tudo que acontece é muito importante para o CFO. Dinâmicas como a de hoje são enriquecedoras para sairmos do nosso mundo e olhar o todo”, declarou Lucianna Raffaini

“Atuo no IBEF-SP há seis anos, que estão sendo proveitosos para minha carreira em termos de networking. Sobre a certificação, só entendi melhor quando tirei, em setembro, e logo depois fui aborda pelo RH de uma empresa de um setor que nunca havia trabalhado antes, e ela me encontrou através do IBEF-SP, valorizando o Instituto e a certificação. É um diferencial ter esse certificado”, complementou Stania Lopes, CFO da Ciena.

Demais executivos presentes também elogiaram a dinâmica do evento e a troca de informação que o IBEF-SP proporciona. “Conseguimos encontrar profissionais extremante gabaritados e ver a evolução dessas pessoas e onde elas chegaram. Os debates fazem você pensar em como agregar coisas novas em suas funções saindo da caixa, com protagonismo do CFO, que é braço direito do negócio”, disse Ernesto Schlesinger, CFO da Logicalis. Luiz Mousinho, Head de finanças da Magneti Marelli, destacou que o formato de dinâmica aproxima os executivos e faz com que as pessoas interajam. “Isso gera relacionamento pela opinião e interação com temas”, destacou.

Pierluigi Scarcella, Diretor da Ascensus, agradeceu o convite de ajudar na condução da dinâmica, onde conta com objetivo de atualização e networking entre CFOs. “Esse tipo de dinâmica permite uma troca de experiências”, complementou.

A certificação – O candidato à certificação CFO (BR)® deve comprovar experiência profissional de pelo menos cinco anos como executivo de finanças em empresas ou instituições com receita líquida anual superior a R$ 100 milhões. Pelo menos metade do tempo de experiência deverá ter ocorrido nos últimos três anos.

 

Saiba mais em: https://ibefsp.com.br/certificacao/

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