Conheça os trabalhos finalistas do 17º Prêmio Revelação em Finanças

Os finalistas do Prêmio Revelação em Finanças 2020 apresentaram seus projetos no dia 26 de outubro, em webinar que reuniu os 45 membros da banca de avaliação. O Secretário Geral do IBEF SP, Marcelo Pires, fez a abertura do evento agradecendo o patrocínio da KPMG. Luiz Calado, chairman do Prêmio, destacou que a premiação é pensada com muita seriedade e que este ano teve oportunidade de inovar no formato on-line. “Tivemos um engajamento muito bom”, disse.

O presidente do Conselho de Administração do IBEF SP, Luis Schiriak, ressaltou que o Prêmio, em grande parte, é a essência do IBEF SP. “São essas inciativas e ideias que vão para frente. Já estamos há 17 anos e isso tem se desenvolvido, passando a ser um Prêmio que premia a iniciativa do jovem, a contribuição para a empresa, com o benefício, para o IBEF SP, de renovar a nossa força e assegurar a perenidade do Instituto”, disse. “É extremamente gratificante ver a qualidade dos trabalhos feitos por pessoas jovens, começando suas carreiras, e ver como melhorou a formação dos financeiros”.

Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul, destacou o apoio ao IBEF SP no Prêmio Revelação há 17 anos. “Quando analisamos os trabalhos, vemos o quanto temos profissionais de altíssima qualidade na área de finanças no Brasil. Temos a chance, com esse Prêmio, de fazer um reconhecimento a quem está no início da carreira. Todos os anos nos surpreendemos de forma positiva com a qualidade de tudo que é apresentado”.

Em seguida, o coordenador da Banca Examinadora do Prêmio, Luis Cerresi, destacou o momento de celebração e apresentou os membros da banca ressaltando seu trabalho, além dos comitês de mentoria e de avaliação. “Tivemos um índice de adesão fantástico ao Prêmio. A banca trabalhou muito não só na captação dos trabalhos incentivando, como CFOs, que seus grupos os apresentassem, mas também na fase de avaliação, que culminou no nossos encontro. O fruto disso foi um trabalho coroado por diversidade entre o público e o privado, com representação feminina em peso no final da nossa etapa”.

Foram 43 trabalhos apresentados em duas etapas de avaliação antes da final, chegando aos cinco trabalhos mais votados, distribuídos para toda a banca até chegar nos três finalistas. Confira os trabalhos selecionados a seguir:

Implantação do sistema de controle interno no Poder Legislativo (Câmara Municipal de Campinas) – Camila Grant e Bruno Santos apresentaram a implementação do sistema de controle interno no Poder Legislativo da Câmara Municipal de Campinas. Eles destacaram que a Câmara passou 24 anos sem fazer um novo concurso. Em 2014, ocorreu um divisor de águas com a criação de várias áreas diferentes, entre elas a controladoria geral, que tinha necessidade de contribuir para uma mudança de cultura da organização e um resgate da confiança da população.

Eles destacaram que a Câmara de Campinas fez um estudo sobre como funcionavam controles internos em outros órgãos, criando o Ato da Mesa nº 18/2017 que prevê o monitoramento de planos de ação e relatórios de status para acompanhamento, sendo esse um mecanismo que pode ser replicado por demais órgãos.

Mais de 170 ações foram implantadas pela controladoria, impactando de forma positiva o gasto público. Eles apresentaram os resultados efetivos do trabalho trazendo uma solução inovadora em finanças.

Gestão de risco financeiro e redução do risco de crédito (Datora) – Letícia Milanesi Santos apresentou o trabalho de gestão de risco financeiro com foco em redução do risco de crédito implementado na Datora, um grupo de prestação de serviços de telecomunicações. A motivação do projeto foi a necessidade de impulsionar o resultado da empesa e, ao mesmo tempo, criar uma estrutura de proteção de caixa.

Em 2018 e 2019, a empresa teve uma perda relativa referente a dois clientes que enviaram uma quantidade de minutos a mais do que conseguiram pagar. Diante desse cenário, com o objetivo de reduzir esse risco e mitigar essas possíveis perdas, Leticia criou o Projeto Crédito, definindo um limite de crédito com ferramentas para auxiliar nas aprovações e exceções, readequando contratos dos clientes.

Foi estabelecida uma metodologia de cálculo do limitador e, entre as ações implementadas decorrentes do projeto, estiveram a redução do prazo de pagamento dos clientes, automatização e melhoria nos processos, além da criação de um comitê de crédito estabelecendo diretrizes e premissas em sinergia com o departamento comercial. Diante disso, 50% do risco de exposição foi reduzido, além de haver redução da inadimplência de 28% para 5%.

Inteligência de dados e automação: uma nova abordagem para o setor financeiro no Brasil (Mandic) – Marli Matos, gerente administrativo financeiro da Mandic, apresentou o projeto implementado na empresa de serviços em tecnologia de computação em nuvem (cloud).  A partir de aportes, a Mandic passou a ter um crescimento com aquisições de outras companhias, o que fez com que houvesse necessidade de deixar a área financeira menos operacional e mais estratégica, com uma gestão cada vez mais ágil, eficiente e em conformidade com os mais altos níveis de governança do mercado.

Assim, o projeto implementado utilizou uma metodologia chamada quociente digital para reestruturação da abordagem financeira com visão sistêmica cobrindo quatro perspectivas principais, sendo elas: 1) estratégia de negócio clara e visão centrada no cliente compartilhadas pela companhia por meio de processos e ferramentas de gestão à vista; 2) valorização dos talentos com estrutura organizacional, pessoas e processos que favoreceram pensamentos diversos e abordagem de inovação; 3) investimento nos talentos e em suas habilidades que, combinadas em squads na estrutura organizacional, viabilizaram a convergência com a estratégia do negócio e realização deste projeto com monitoramento em tempo real e; 4) cultura ágil com real disposição ao risco em ambiente propício para colaboração, orientação e inovação com testes e aprendizados contínuos permitindo ganhos em escala no financeiro e na organização.

O projeto trouxe maior inovação à área de finanças e transcendeu seu escopo às demais áreas de gestão ao tornar os processos on-line e automatizados para consumo em tempo real, aprimorando o favorecimento da inovação na organização. Entre os resultados obtidos está a transformação digital, eliminação do uso de interfaces manuais e riscos de falha humana; ganho de eficiência operacional com otimização de headcount e/ou escopo de atividades focadas no negócio; evolução dos processos de validação de fluxo de caixa e pagamentos com redução de 4 dias (antes executada por uma pessoa) para D+1 (agora executada pelo sistema); inteligência de negócios e uso de inteligência artificial para automatizar, agilizar e aprimorar a classificação contábil com redução no tempo médio de consolidação de 7 dias para poucos segundos; análise de sensibilidade do recebimento do caixa com projeções; criação de índice, motivo e visão percentual de inadimplência; além das reduções de custos nas inúmeras otimizações que viabilizaram reinvestimento em mais tecnologia, inovação e desenvolvimento de pessoas.

Ao final das apresentações, a banca e os demais presentes fizeram perguntas aos finalistas e realizaram a votação por meio de um QR Code, com notas de zero a 3, consolidada posteriormente pela equipe do IBEF SP. O vencedor do Prêmio Revelação será conhecido em live realizada no dia 9 de novembro. Os participantes tiveram ainda uma wine class conduzida por Pierlugi Scarcella, seguida da degustação de um vinho que todos receberam.

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